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Novas fronteiras na escolha de materiais

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Novas fronteiras na escolha de materiais

As facetas dentárias são o padrão-ouro na odontologia estética, graças à sua confiança no tempo e ao seu rendimento estético ideal. São consideradas o tratamento de primeira escolha na criação de um sorriso o mais natural possível. Uma vantagem das facetas é melhorar – e, às vezes, resolver – não apenas problemas como discromias e manchas dentais, mas também modificar, levemente, a inclinação dos próprios dentes. Outra vantagem importante das facetas estéticas consiste na técnica de preparação do elemento dentário. Diferentemente das coroas totais, as facetas, na verdade, permitem aos profissionais “poupar” a estrutura dental por serem muito mais conservadoras.

Hoje em dia deparamos com uma escolha muito ampla de materiais para a realização da restauração estética dos setores anteriores. O compromisso buscado em cada artefato é aquele entre rendimento estético e previsibilidade do material utilizado.

A cerâmica é um dos materiais mais usados em reabilitações orais, especialmente em setores anteriores, pelas características estéticas e seu efeito camaleônico. Até agora, inúmeros estudos analisaram e compararam as múltiplas propriedades desse material. Na escolha da restauração é, além disso, avaliada a possibilidade de recorrer a uma faceta totalmente de cerâmica ou a uma com subestrutura de metal. No estudo a seguir foram comparadas algumas propriedades físicas dessas duas possíveis restaurações.

O objetivo deste estudo é avaliar a resistência ao corte de vários tipos de cerâmicas usadas em um núcleo de zircônia, analisar no microscópico as eventuais fraturas superficiais existentes e comparar a resistência ao corte de facetas de cerâmica em zircônia com aquela de facetas de cerâmica em metal. A hipótese nula desse estudo é que os dois materiais se comportem de maneira parecida em relação à resistência ao corte.

Foram comparados quatros tipos diferentes de cerâmica com teste da resistência ao corte e exame no microscópio. Os grupos foram os seguintes: VM9, Zirkonzanh, Ceramco e IPS. Após a fusão desses quatro tipos de cerâmicas em núcleos cilíndricos de zircônia (8 mm de diâmetro e 12 mm de altura), procedeu-se à análise das características físicas deles. Em seguida, às mesmas modalidades em cilindros metálicos (Ni-Cr). Sucessivamente, foi analisada a superfície dos cilindros com microscópio eletrônico de varredura (MEV).

Os resultados dos testes foram analisados de um ponto de vista estatístico – Anova test com nível de significância p<0,05.

Os valores de resistência ao corte das cerâmicas fundidas na liga Ni-Cr resultaram em 25,3 ± 7,1 MPa, valores superiores em relação àqueles registrados para todas as diversas cerâmicas fundidas em zircônia: Zirkonzanh (18,8 ± 1 MPa), Ceramco (18,2 ± 4,7 MPa) e IPS (16 ± 4,5 MPa), exceto para a cerâmica VM9 em zircônia (23,2 ± 5,1 MPa). Esse último resultado não é estatisticamente significativo.

Todos os tipos de cerâmica mostraram falhas de tipo coesivo no âmbito da própria porcelana e adesivo em relação à interface porcelana-substrato.

Este estudo demonstrou que o sistema cerâmica-zircônia não tem os mesmos valores de resistência ao corte do sistema cerâmica-metal. Portanto, diferentemente dos resultados estéticos das restaurações “full ceramic” (totalmente de cerâmica), a adesão entre a cerâmica e a subestrutura de zircônia é considerada, até hoje, um ponto crítico, levando em consideração o sucesso a longo prazo que essas restaurações devem assegurar.

Implicações clínicas
Os resultados deste estudo demonstram que somente na cerâmica VM9 em zircônia há valores de resistência ao corte parecidos às porcelanas fundidas em liga; todas as outras cerâmicas em zircônia demonstraram valores de resistência ao corte significativamente inferiores em relação ao grupo de controle. A análise no MEV das microfraturas superficiais revelou uma falha de tipo coesivo em termos da cerâmica e adesivo em termos de interface. Considerando o que foi encontrado, a única cerâmica que apresenta características na altura das cerâmicas fundidas é a VM9.

fonte: Dentista Hoje, escrita por Claudia Dellavia
imagem retirada de http://saude.umcomo.com.br/articulo/como-cuidar-das-facetas-de-resina-12311.html