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Dicas e truques de isolamento

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Dicas e truques de isolamento

São cada vez mais numerosos os procedimentos clínicos que requerem um isolamento adequado do campo. A necessidade de ter o controle das operações fez com que a barreira de borracha se tornasse, com o passar do tempo, o denominador comum de diversos ramos da nossa profissão, principalmente se falamos de endodontia, restaurações adesivas ou prótese.

Nos últimos anos, a prótese passou por incríveis mudanças, começando pelos novos materiais e pelas novas perspectivas que se abriram após a difusão das cimentações adesivas, para depois chegar à reavaliação das áreas de acabamento verticais propostas tanto contextualmente à cirurgia periodontal quanto pela B.O.P.T. (Biologically Oriented Preparation Technique – Preparação Técnica Biologicamente Orientada). Essa técnica prevê o preparo vertical do pilar natural para permitir a adaptação das mucosas aos perfis e aos formatos protéticos determinados pelas restaurações, possibilitando, assim, estender o uso do preparo vertical também aos dentes não comprometidos de modo periodontal.

A difusão desse tipo de preparação é a causa que impulsionou a busca por um “truque” para posicionar corretamente a barreira de borracha durante os tratamentos canalares naqueles pilares preparados verticalmente, com paredes lisas, sem linhas e, portanto, bem desfavoráveis ao posicionamento e à estabilização de um gancho.

Tudo se complica quando o objetivo é isolar mais elementos e, se no contexto do tratamento, se deseja evitar danos aos tecidos gengivais.

Uma das possíveis soluções poderia ser estabilizar a barreira com o auxílio de aletas de composto Flowable aplicadas nos pilares. Desse modo, é possível obter um válido isolamento que mantenha a folha de látex na posição. Nosso objetivo é poder posicionar as aletas rapidamente, com uma força de adesão que mantenha o campo estável e, ao mesmo tempo, que também permita que elas sejam fáceis de remover no fim do tratamento.

A adesão das aletas que se obtém com um adesivo three step Etch-and-rinse (adesivo, primer, bonding, separados) ou com sistemas adesivos simplificados comporta dois problemas exatamente opostos entre eles: o primeiro é que, trabalhando sem barreira e na proximidade do sulco periodontal, o controle do campo fica definitivamente no limite e, quanto mais tempo se leva para a adesão, mais se corre o risco de uma contaminação, que hesita no rápido destacamento do material. O segundo problema é que, se, ao contrário, conseguimos manter um controle adequado do campo, a adesão, embora na ausência da barreira, pode resultar eficaz demais, com o risco de ser necessário cortar as aletas, opção que preferiremos evitar, sobretudo, em elementos preparados proteticamente. Por esses motivos, é preferível um composto autoaderente, o Vertise Flow Kerr, que não necessita de aderência nem de adesivo específico. O protocolo do fabricante preveria posicioná-lo na cavidade (anteriormente preparada e seca por pelo menos 5 segundos), estendendo primeiro uma camada fina (menor que 0,5 mm), que se deixará agir nos tecidos dentais por 15/20 segundos, e que iremos polimerizar, para depois estratificar em espessuras maiores. O material, se usado para uma indicação diferente daquelas sugeridas pelo fabricante e com um protocolo modificado, nos permite obter o nível de “adesão” ideal para a técnica de isolamento proposta.

fonte: Dentista Hoje, escrita por Giuseppe Chiodera Ombretta Papini
imagem retirada de http://www.dentistahoje.com.br/dicas-e-truques-de-isolamento/