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Desempenho de atletas é fortemente impactado pela saúde bucal

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Desempenho de atletas é fortemente impactado pela saúde bucal

No final da semana passada, aconteceu o 1º Congresso Internacional de Odontologia do Esporte, promovido pela Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD) – entidade que reúne 40 mil associados em todo Estado de São Paulo. Durante o evento, importantes especialistas do Brasil, Estados Unidos e Japão apresentaram novidades sobre a Odontologia do Esporte – especialidade que vem atraindo cada vez mais a atenção dos cirurgiões-dentistas. De acordo com Neide Coto, coordenadora científica do congresso, de alguns anos para cá, o segmento esportivo se deu conta do quanto é importante, dentro do quadro de saúde geral dos atletas, contar com uma assistência odontológica de ponta.

“Problemas odontológicos costumam afetar uma parcela relevante de atletas durante competições como Olimpíadas e Copa do Mundo, por exemplo. Afinal, quem já sentiu dor de dente alguma vez na vida sabe o quanto é difícil se concentrar em qualquer outra coisa que não seja a própria dor”, diz a especialista. “O papel do cirurgião-dentista junto aos atletas tem início com medidas simples, como estimular o uso de fio dental e uma escovação mais frequente dos dentes. Afinal, dentes saudáveis contribuem de fato para garantir o desempenho dos esportistas”.

De forma mais especializada e sofisticada, atletas de elite exigem muito tempo e investimento em formas acessórias de melhorar seu desempenho. “Além dos cuidados odontológicos preventivos, que exigem pouco ou nenhum esforço extra, contar com um bom cirurgião-dentista dentro de um clube esportivo representa ganhos marginais de desempenho bastante consistentes. A propósito, em determinados casos, negligenciar a saúde bucal pode representar a diferença entre a medalha de ouro e a de prata”, diz a coordenadora.

A rotina de treinos e a dieta alimentar dos atletas de alto rendimento podem contribuir para o surgimento de doenças orais, alerta Neide Coto. “Um dos problemas mais recorrentes é a boca seca, que pode comprometer demais a saúde bucal. Afinal, a saliva contribui bastante para proteger os dentes de cáries e erosões. Bebidas isotônicas ou energéticas, que têm alto teor de açúcar e acidez, também podem prejudicar os dentes, já que agem na erosão do esmalte que protege a dentina e a polpa do dente, resultando em aumento de sensibilidade e dor. É importante ressaltar que não é necessário abrir mão da hidratação e reposição de sais minerais, mas adotar medidas para proteger os dentes. A substituição de bebidas ácidas por água é recomendável”.

Há técnicos e treinadores que preferem que as consultas aconteçam sempre na pré-temporada, quando normalmente todas as outras especialidades (medicina, fisiologia do exercício, nutrição, psicologia, fisioterapia etc.) também são acionadas. “De modo geral, nosso papel é manter o atleta livre de cáries e dores orofaciais, doenças periodontais (gengiva), problemas relacionados ao terceiro molar (dente do siso) e erosão do esmalte, além de garantir a proteção orofacial com a confecção de protetores bucais e faciais para o esporte – valorizando, assim, não somente a estética do sorriso, mas a saúde do atleta”.

Fonte: Dra. Neide Coto, cirurgiã-dentista, coordenadora científica do 1º Congresso Internacional de Odontologia do Esporte, promovido pela Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD) e presidido pelo Dr. Reinaldo Brito e Dias. O evento acontece na sede da entidade, à Rua Voluntários da Pátria, 547 - Santana. Mais informações: http://www.apcd.org.br/odontoesporte/.

fonte: Segs
imagem retirada de http://www.esportex.com.br/portal/saude/saude-bucal-a-importancia-para-os-atletas/