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Correção da mordida aberta em pacientes em fase de crescimento

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Correção da mordida aberta em pacientes em fase de crescimento

Com o termo mordida aberta anterior (MAA) queremos indicar uma morfologia alterada das arcadas dentárias, em que há um incremento da distância vertical entre os dentes do grupo frontal superiores e aqueles posteriores.

A etiologia multifatorial de tal malformação inclui: hábitos orais viciosos, parâmetros de crescimento desfavoráveis; aumento do volume de tecido linfático (adenoide), com desenvolvimento de uma respiração oral.

O objetivo deste trabalho consiste na realização de uma revisão sistemática da literatura sobre a MAA, apresentando sua epidemiologia e etiologia, diagnóstico e opções terapêuticas de pacientes em fase de crescimento.

Materiais e métodos

A revisão sistemática da literatura foi conduzida mediante o uso do banco de dados Medline (www.ncbi.nim.gov/pubmed). Os unitermos foram “mordida aberta” (28 artigos), “tratamento da mordida aberta” (24) e “tratamento precoce” (8). Entre os artigos identificados foram escolhidos 45. Logo, foram exclusos aqueles comuns e considerados aqueles que fornecessem informações sobre etiologia, diagnóstico, opções terapêuticas e resultados obtidos. Dos artigos encontrados foram selecionados apenas aqueles inclusos entre 1964 e 2011. Utilizando as opções dos limites, foram considerados somente os artigos referidos a seres humanos; depois foram acrescentados artigos publicados em revistas não indexadas.

Discussão dos resultados
A mordida aberta (MA) pode ser definida como uma insuficiência vertical das arcadas, determinada por uma má posição dental e/ou esquelética a ponto de não permitir a oclusão de alguns elementos dentários com os respectivos antagonistas.

O mau posicionamento pode ser consequência tanto de uma anomalia da região dentoalveolar quanto de uma alteração do desenvolvimento dos ossos do maciço facial. Mucedero e colegas citam Moyers ,que define a MA como uma má oclusão caracterizada pela ausência de sobreposição vertical dos incisivos e pela falta de paradas oclusais.

O próprio Moyers divide a mordida aberta em “simples”, quando é limitada ao seu componente dentoalveolar, e “complexa” se devido a uma displasia esquelética.

Em um estudo conduzido por Kelly e colegas, nos EUA, a prevalência de tal alteração aflige 3,5% da população branca e 16,5% da negra.

fonte: Dentista Hoje
imagem retirada de http://www.odontoblogia.com.br/mordida-aberta/