O que você já deveria saber sobre: Plano Oclusal, Curva de Spee e Curva de Wilson

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Plano Oclusal:

Plano oclusal é estabelecido por uma linha reta traçada da oclusal do último dente inferior erupcionado à borda incisal dos incisivos centrais inferiores.

As biomecânicas ortodônticas atuam nos processos dentoalveolares, estabelecendo mudanças no plano oclusal no sentido horário ou anti-horário. A rotação do plano oclusal no sentido anti-horário significa fechamento de mordida, e a rotação do plano oclusal no sentido horário significa abertura de mordida.

O Plano Oclusal é fator importante na obtenção da harmonia funcional no final do tratamento ortodôntico. Para tanto, os slots dos braquetes superiores e inferiores, as bordas incisais dos incisivos superiores e as bordas incisais dos incisivos inferiores devem estar paralelo ao Plano Oclusal.

Curva de Spee:

A Curva de Spee é uma linha curva no sentido ântero-posterior que tangencia as pontas de cúspides vestibulares dos dentes posteriores e as bordas incisais dos incisivos.

Essa curva foi descrita por Von Spee, em 1890, como côncava, no nível dos dentes inferiores, e convexa, no nível dos dentes superiores, sendo o ponto mais inferior a ponta da cúspide mésio-vestibular do primeiro molar inferior. Em Ortodontia, estuda-se a curva de Spee considerando-se a arcada inferior e tendo como referência o ponto mais inferior na região entre a cúspide vestibular do primeiro molar inferior e a cúspide vestibular do segundo pré-molar inferior com relação ao plano oclusal.

No planejamento ortodôntico, deve-se considerar a Curva de Spee por causa da necessidade de espaço para seu nivelamento.

Em casos sem extrações: o nivelamento da Curva de Spee inclina os incisivos inferiores para vestibular, aumentando o perímetro do arco inferior.

Durante a execução das biomecânicas ortodônticas, promovem-se alteração no processo dentoalveolar nivelamento da Curva de Spee, tornando-a mais próxima do plano oclusal.

Muitas vezes, faz-se necessária a reversão do arco ortodôntico para nivelamento da Curva de Spee. A reversão do arco ortodôntico propicia a inclinação dos incisivos inferiores. Recomenda-se introduzir torque vestibular de raízes para incisivos inferiores a fim de impedir a ocorrência dessa resultante.

A Curva de Spee deve manter harmonia com os movimentos funcionais da oclusão em protrusiva e em látero-protusão. O tratamento ortodôntico pode ser finalizado estando a Curva de Spee relativamente plana. No entanto, tendenciará a traçar uma trajetória curva através da função mastigatória, após a remoção do aparelho ortodôntico.

Curva de Wilson:

Em 1911, Wilson G. H. verificou que os dentes inferiores posteriores apresentavam inclinação para lingual, observada como sendo uma linha que tangencia a curvatura oclusal através das pontas das cúspides vestibulares e linguais dos dentes inferiores posteriores no sentido transversal.

Quanto mais acentuada a curva de Wilson, mais inclinado para a lingual estará o plano oclusal dos molares inferiores, estando as cúspides cêntricas dos molares – cúspides vestibulares – mais altas em relação às cúspides linguais.

A curva de Wilson sofre variação em função dos torques que são incorporados aos braquetes e aos tubos dos dentes posteriores inferiores. Quanto mais torque negativo apresentarem os tubos molares inferiores, mais inclinação será dada à curva de Wilson, acentuando as cúspides cêntricas.

As biomecânicas de fechamento de espaços podem contribuir na inclinação da curva de Wilson, acentuando as cúspides cêntricas dos molares para lingual.

O torque dos dentes posteriores inferiores devem estar em harmonia com os torques dos caninos afim de apresentar boa oclusão funcional – oclusão mutuamente protegida.

Fonte: Cetro Online. Disponível em: http://www.cetrobh.com/2015/05/o-que-voce-ja-deveria-saber-sobre-plano-oclusal-curva-de-spee-e-curva-de-wilson.html. Acesso em: 18/01/2017.