O que é fotopolimerizador? Para que serve? Por quê a luz é azul? Saiba tudo!!!

Compartilhe:

Conhecido por muitos como “lazer” ou “luzinha do dentista”, o fotopolimerizador vai muito além do que seus olhos podem perceber. A intensidade e a qualidade da luz que é emitida, têm importante função no dia-a-dia clínico do cirurgião-dentista.

O que é e para que serve?

O fotopolimerizador é um aparelho emissor de luz, no espectro visível, voltada para a coloração azulada, tendo comprimento de onda de aproximadamente 400nm a 520nm (nanômetros), que ativa o bis-gama da resina compota e produtos odontológicos fotopolimerizáveis (que necessitam da “luz azul”), endurecendo-os. O fotopolimerizador utiliza utiliza luzes halógenas brancas (com filtro para deixar passar apenas o comprimento de luz azul) ou de LED, para ativar os compostos das resinas. Este processo de ativação é chamado de polimerização, e trata-se de uma reação química à luz do aparelho, onde os monômeros do composto se unificam, endurecendo e fixando a resina ao dente.

Por que a luz deve ser azul?

O agente iniciador da resina, geralmente a canforoquinona, é fotoativada através do comprimento de onda de luz visível na média de 470nm, sendo que alguns fotopolimerizadores podem atuar de forma mista, alterando sua intensidade conforme o tempo passa, de acordo com uma pré-programação do dentista, evitando a contração de polimerização.

Cada cor tem seu espectro de ondas específico, que varia das tonalidades vermelho (menos quentes e energéticas) para violeta (mais quentes e energéticas). A cor azul do fotopolimerizador aquece de forma uniforme toda a estrutura molecular da resina, alterando-a e fazendo com que a presa ocorra, trazendo maior resistência e durabilidade àquele material.

Tipos de lâmpadas

Atualmente temos dois tipos de fotopolimerizadores mais utilizados: aqueles que possuem luzes halógenas e aqueles que possuem LED:

- Os modelos mais antigos possuem a luz halógena, que em seu interior é totalmente branca, e após passar por filtros óticos (assim como um prisma que dispersa a luz branca em várias cores) apenas a luz azul é liberada, as demais ficam retidas. Porém durante este processo de retenção de diversos comprimentos de onda, o aparelho aquece, e, por este motivo, este tipo de fotopolimerizador necessita de ventoinhas para refrigeração.

- Os modelos mais atuais possuem luzes LED, que já liberam a luz azul sem a necessidade de filtros, diminuindo assim o aquecimento, e, em muitos casos, não necessitam de refrigeração interna.

Tipos de fontes de energia

Há dois tipos básicos de fontes de energia para fotopolimerizadores, cada qual com suas vantagens e desvantagens.

O modelo tradicional é ligado diretamente ao equipo do dentista, através de cabo de energia. Outros podem ser ligados diretamente à tomada, mas também com fios. Esses modelos com fios, apesar de sempre poderem ser utilizados sem a preocupação da bateria acabar, incomodam e limitam a movimentação do dentista devido ao seu cabo que o incomoda e também ao paciente.

Já os fotopolimerizadores mais modernos não possuem fios e sim baterias internas, recarregáveis toda vez que o aparelho é acoplado à sua base (que fica ligada na tomada). É mais leve e mais prático, porém corre-se o risco da bateria descarregar caso não seja fixado em sua base de recarga.

Fonte: O Dentista Acadêmico. Disponível em: http://www.odentistaacademico.com.br/2016/09/o-que-e-o-fotopolimerizador-para-que.html. Acesso em: 17/12/2018.