Bichectomia: o tecido adiposo na região facial é mocinho ou vilão?

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Todos nós, gostemos ou não, temos uma quantidade de gordura em nosso organismo. Dentre outros fatores, sabe-se que o tecido adiposo tem relevância na modelagem da superfície do corpo, na ajuda do isolamento térmico do organismo e, especialmente, a importante função de servir como depósito de energia. No entanto, o tecido adiposo é indesejável em excesso. Nesta condição, ele pode gerar a obesidade e todos os inconvenientes sistêmicos e estéticos desta patologia. Mas, e a presença do tecido adiposo na região facial? Qual a sua relevância? Devemos removê-lo com finalidade estética? Em outras palavras: podemos realizar procedimentos de bichectomia sem “peso na consciência”?

A bichectomia envolve a remoção cirúrgica da bola gordurosa de Bichat. Essa estrutura funciona como um amortecedor de músculos faciais que, entre outras funções, são ativos na mastigação. Se, com o passar dos anos, a remoção dessa estrutura irá promover um desgaste na região é motivo de muita controvérsia. O que é consensual, porém, é que a remoção da bola de Bichat em indivíduos que não apresentem rosto realmente ovalado pode antecipar o envelhecimento da face já que, naturalmente, com o passar do tempo, perdemos um pouco de tecido gorduroso na região. Soma-se a isso o fato dessa estrutura ser utilizada eventualmente para cirurgias de reconstrução da face (em casos de acidentes ou câncer), assim como para fechamento de comunicações bucosinusais.

No entanto, descobertas recentes vêm colocando mais tempero nesta discussão: a bola de Bichat contém células-tronco mesenquimais. Então, agora a decisão é sua: removê-la ou não? Eis a questão.

Fonte: Ortodontia SPO. Disponível em: http://www.ortociencia.com.br/Materia/Index/144013. Acesso em: 12/02/2019.